quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO

 
Um fato que nem todos sabem é que São Francisco de Assis foi o responsável por um dos mais famosos símbolos do Natal: o presépio. A idéia nasceu do seu desejo de tornar as grandes verdades do Espírito uma realidade para todos.
Francisco amava as pessoas, desde o Papa em seu palácio - e conheceu pessoalmente dois deles - até os mendigos nas ruas, os ladrões nas montanhas, e principalmente os rejeitados, como os leprosos. Francisco amava os animais também. Ele amava os passarinhos. Muitas pessoas conhecem a história de como ele pregava para eles ao pousarem ao seu lado, e se iam embora quando ele os despedia.
Quando jovem, ele também quis ter posses e bens materiais, principalmente roupas bonitas, tecidos caros como o veludo e o cetim da loja de seu abastado pai, Pietro Bernardone. Naquela época, as pessoas exibiam as suas riquezas no seu modo de vestir, e Bernardone gostava de ver o seu filho, o jovem mais bem vestido da cidade, levar todos os outros jovens a se divertirem com música, dança e festas, pois isso era vantajoso para os seus negócios nos quais esperava que um dia Francisco se unisse a ele.
Francisco queria que todas as pessoas sentissem e vissem o mistério do Natal mais de perto, queria que as verdades de Deus fossem compreensíveis e acessíveis a todos, por isso, numa noite de dezembro, numa cidadezinha pequena chamada Greccio, perto de Assis, ele teve a idéia de mostrar-lhes como deveria ter sido, na realidade, o nascimento de Jesus, com toda a pobreza e desconforto.
Procurando, ele encontrou o lugar certo para isto: uma grande pilha de pedras numa montanha fria próxima ao vilarejo. Na fenda ao lado da encosta encontrou uma caverna. Ali decidiu reconstruir o presépio. Pegou um boi e um burro, e colocou uma imagem do menino Jesus numa manjedoura entre eles. As noticias do que ele fazia se espalhou por toda a região. Seguindo em direção a caverna da montanha desolada, se via à noite, um fluxo constante de homens, mulheres e crianças carregando tochas e velas para iluminar o seu caminho. Depois todos se aglomeravam à entrada da caverna olhando para dentro.
Até parecia que era meio-dia, escreveu alguém que esteve lá, naquela meia-noite cheia de alegria para homens e animais, a multidão se aproximava; todos tão felizes por estarem presentes na reconstrução do eterno mistério. O próprio Francisco cantou a historia do Evangelho com uma voz forte, doce e clara, conta o observador. Depois pregou para as pessoas, da maneira mais terna, sobre o nascimento do Rei pobre na pequena cidade de Belém.
Então, quando virmos um presépio no Natal, podemos nos lembrar de São Francisco, o homenzinho pobre tal como ele se denominava, conseguiu tornar grandes verdades tão reais para os outros como eram para ele.






terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nova Cúria da Vice-Provincia nossa Senhora Aparecia do Brasil

“1. Chamados por Deus para seguir seu filho Jesus Cristo, como membros vivos da igreja, na família franciscana e, pela ação do Espírito Santo, através da profissão religiosa, fomos integrados à Terceira Ordem Regular de São Francisco, na Vice Província Nossa Senhora Aparecida.
2. A Vice-Província originou-se da missa iniciada pelos frades franceses da Terceira Ordem Regular de São Francisco em 1904 e foi fundada pelo decreto n. 150/92, de 07 de outubro de 1992: Decreto da formação de uma única Vice-Província de Nossa Senhora Aparecida e dos Comissários dependentes da Província de Nossa Senhora da Assunção (França) e do Sagrado Coração (USA). Todos os irmãos da T. O. R., residentes no Brasil, permaneçam incorporados à dita Vice-Província.”
(Estatutos Provinciais da Vice-Província Nossa Senhora Aparecida do Brasil,  Arts. 1 – 2 )



Frei Alain Henri Hévin, TOR
 Ministro





















Frei Agostinho Odorizzi, TOR
Vice-Ministro Provincial



















Frei Cristiano Piva Oshiro, TOR
1º Conselheiro













Frei Hilário Valcanaia , TOR
2º Conselheiro











Frei Manuel José Farias Lopes , TOR
3º Conselheiro

A Mensagem Franciscana do Presépio


Segundo a tradição, a primeira representação visualizada, teatralizada e celebrada de um presépio aconteceu no ano de 1223, num bosque próximo de Greccio, na Úmbria, região italiana. Quem tomou esta iniciativa foi Francisco de Assis, e ,com isso, ele passa a ser o primeiro a organizar de um modo plástico a cena da Encarnação do Filho de Deus.
Não é de se discutir se o fato é verídico ou legendário, pois Francisco de Assis foi um apaixonado pelo modo como Deus fez morada no mundo dos humanos, e certamente, mais do que palavras quis mostrar o maior evento de todos os tempos: na carne de um Menino, Deus está para sempre no meio de nós. Vejamos o texto das Fontes Franciscanas: “A mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele era observar em tudo e por tudo o Santo Evangelho, seguir perfeitamente a doutrina, imitar e seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo com toda a vigilância, com todo o empenho, com todo o desejo da mente e com todo o fervor do coração.
Recordava-se em assídua meditação das palavras e com penetrante consideração rememorava as obras dele. Principalmente a humildade da encarnação e a caridade da paixão de tal modo ocupavam a sua memória que mal queria pensar outra coisa. Deve-se, por isso, recordar e cultivar em reverente memória o que ele fez no dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, no terceiro ano antes do dia de sua gloriosa morte, na aldeia que se chama Greccio. Havia naquela terra um homem de nome João, de boa fama, mas de vida melhor, a quem o bem-aventurado Francisco amava com especial afeição, porque, como fosse muito nobre e louvável em sua terra, tendo desprezado a nobreza da carne, seguiu a nobreza do espírito. E o bem-aventurado Francisco, como muitas vezes acontecia, quase quinze dias antes do Natal do Senhor, mandou que ele fosse chamado e disse-lhe: ‘Se desejas que celebremos, em Greccio, a presente festividade do Senhor, apressa-te e prepara diligentemente as coisas que te digo. Pois quero celebrar a memória daquele Menino que nasceu em Belém e ver de algum modo, com os olhos corporais, os apuros e necessidades da infância dele, como foi reclinado no presépio e como, estando presentes o boi e o burro, foi colocado sobre o feno’. O bom e fiel homem, ouvindo isto, correu mais apressadamente e preparou no predito lugar tudo o que o santo dissera.

E aproximou-se o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. Os irmãos foram chamados de muitos lugares; homens e mulheres daquela terra, com ânimos exultantes, preparam, segundo suas possibilidades, velas e tochas para iluminar a noite que com o astro cintilante iluminou todos os dias e anos. Veio finalmente o santo de Deus e, encontrando tudo preparado, viu e alegrou-se. E, de fato, prepara-se o presépio, traz-se o feno, são conduzidos o boi e o burro. Ali se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se elogia a humildade; e de Greccio se fez com que uma nova Belém. Ilumina-se a noite como o dia e torna-se deliciosa para os homens e animais. As pessoas chegam ao novo mistério e alegram-se com novas alegrias. O bosque faz ressoar as vozes, e as rochas respondem aos que se rejubilam. Os irmãos cantam, rendendo os devidos louvores ao Senhor, e toda a noite dança de júbilo. O santo de Deus está de pé diante do presépio, cheio de suspiros, contrito de piedade e transbordante de admirável alegria.” (Cel 30,4).
Sob a inspiração deste fluo, baseando-se nas Fontes Franciscanas, toda a celebração de Natal ganha um novo vigor interpretativo e celebrativo em toda Itália, da Itália para a Europa e da Europa para o mundo. A cidade de Nápoles transforma a cena de Natal num movimento artístico, e a partir dali e dos anos 1700, o presépio é pura arte.
Unindo a Palavra de Deus, a representação artesanal e o folclore, os presépios vão destacando as típicas figuras regionais, e unem fé e beleza estética. As missões franciscanas levam o presépio para o mundo, e assim, cultura local e tradição cristã mostram o maior feito histórico da cristandade.
O presépio tem a forma dos momentos culturais: barroco, colonial, rococó, renascentista, moderno, vanguardista, arte popular, oriental, latino-americano, indiano e africano. O Deus Menino está no campo, na cidade, nas tendas, favelas e arranha-céu; está no centro urbano e na periferia. Une a força do sinal, do sacramental, do sagrado, da teologia da imagem, a fala da fé.
Nos presépios temos a harmonia das diferenças. O mundo do divino encontra-se com o mundo do humano. A grandeza, a onipotência de um Deus revela-se na fragilidade de uma criança. Ali o mundo animal, ovelhas, boi, burro, queda-se contemplativo abraçado pelo silêncio do mundo mineral: pedras e presentes. Há também o toque brilhante daquela Estrela Guia aproximando o mundo sideral.
As plantas formam o colorido arranjo do mundo vegetal. Anjos e pastores, um pai sonhador e uma mãe silente que guarda tudo no coração; afinal todos são conduzidos pelo mesmo mistério. O curioso e controlador mundo do poder representado pelos Reis Magos vem conferir. Fazer presépios é unir mundos! Aquele Menino fez-se Filho do Humano: veio experimentar a nossa cultura, o nosso jeito, a nossa consangüinidade.
Num presépio cabe todos os rostos! É o grande encontro dos simples, dos normais, dos marginais, dos ternos, fraternos, sofridos e excluídos. Quando o diferente se encontra temos a mais bela paisagem do mundo. Tudo se torna transparente na unidade das diferenças. Num presépio não existe preconceito, existe sim aquela silenciosa e calma contemplação da beleza de cada um, de cada uma. Encarnar-se é morar junto e respeitar o diferente! Paz na Terra aos Humanos de vontade boa e bem trabalhada! Isso é que encantou Francisco de Assis!
O presépio nos lembra que Deus não está no mercado das crenças, nem no apelo abusivo do comércio natalino que faz uma profanização deste universo de símbolos: pinheiros e estrelas, animais e pastores, presépios variados. Deus nem sempre está nas igrejas e nem nas bibliotecas; mas Ele está num coração que pulsa de Amor. Esta é a sacralidade inviolável do Natal: Deus está no seu grande projeto, que é Humanizar-se, fazer valer o Amor, Encarnar o Amor!
Deus não está na violência e nem onde se atenta contra a vida. Deus não está no orgulho dos poderosos nem entre os caçadores de privilégios hierárquicos. Mas Ele está na leveza deste Menino, Filho do Pai Eterno, a grande síntese das naturezas humana e divina.
Ele está aqui na mais bela doação do Sim de José e de Maria. Quando há disponibilidade, todo sonho é fecundo. Ele está onde se faz um presépio: lugar do Bem e da Beleza. É o grande momento de refletir este presente que ele nos dá. Isso é que encantou Francisco de Assis!
O Amor tem que ser Amado! A Verdade e a Beleza têm que ser apreciadas. Este é o lugar de Luz no meio das sombras humanas. A luz vale mais do que todas as trevas. Deus está ali com você e com Francisco diante do presépio, e abraçando você com silêncio, paz, harmonia, serenidade; acolhendo você e passando-lhe Onipresença, Onipotência eterna para a fragilidade da criatura. No presépio, Deus olha você, pessoa humana, contemplando a suprema humildade da Pessoa Divina.

Por Frei Vitório Mazzuco

QUANTO CUSTA O NATAL???




Marcos, um jovem universitário, em todos os natais comprava inúmeros presentes, entregavam em vários lugares da cidade e a noite comemorava com amigos e família a festa natalina. No último natal avó de marcos, Alice, questionou a Marcos o que representava o natal. Ele respondeu convictamente:
- É ajudar o próximo.
- E o que você fez neste natal? Perguntou a avó.
- entreguei muitos presentes.
- A quem?
- As várias pessoas. Respondeu Marcos
- Você poderia citar o nome de uma delas?
Marcos pensou e repensou, mas não conseguiu responder a sua avó. Alice pediu para que Marcos sentasse que ela iria lê uma pequena história. Em uma determinada cidade viviam João Francisco e Dandara dois irmãos órfãos que viviam nas ruas do centro desta cidade, o natal para ambos era uma das piores festas, pois as pessoas fingiam ser solidárias, as pessoas entregavam-lhes vários tipos de presentes, comidas, roupas, mas ninguém se aproximava delas para conversar, perguntar o que eles realmente necessitavam. Gabriel, um jovem bastante observador, ao ver João Francisco e Dandara bastante tristonhos segurando alguns presentes aproximou-se deles e os abraçou e disse:
- Feliz natal lindas crianças, como é o nome de vocês?
As crianças responderam alegremente os seus nomes, então Gabriel perguntou a elas o que desejavam para o natal. As crianças responderam:
- Que as pessoas nos vejam como gente, que elas nos respeitem como humanos.
Gabriel comentou com as crianças sobre o verdadeiro sentido do natal e pediu para que as crianças falassem sobre os sonhos que elas tinham. Dandara respondeu:
-Eu desejo que todos os dias seja natal.
- E que todos sigam o exemplo de Jesus. Disse João Francisco.
Gabriel estava muito feliz, pois as crianças conseguiam compreender a essência do natal. Eles se despediram persuadidos que é possível viver fraternalmente, independente da classe social.
Alice ao terminar de lê a história disse para Vinicius:
- As pessoas não são mercadorias, que se podem comprar em qualquer loja comercial, um abraço fraterno, aperto de mão tem um valor imensurável. Jesus com a sua humildade e simplicidade demonstrou que não é necessário possuir riquezas materiais para ser feliz. Jesus nasceu para nos libertar do pecado, preconceito, opressão todo o mal que nos distancia dos propósitos de Deus. Marcos ao ouvir esta história se levantou emocionado e falou para avó que tinha uma missão a cumprir. Ele passou pelas ruas que tinham moradores de ruas e os abraçou desejando um feliz natal!
Desejo a todas(os) um natal mais fraterno, e que o propósito de vida do menino Jesus nasça em todos os corações.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Visita Fraterna de Alex Bastos as Fraternidade Jufra Manaus - Amazonas






Fraternidade Santo Antonio Manaus - Am

O que é a JUFRA?

Jufra é o nome resultante da abreviatura de Juventude Franciscana. Trata-se de uma organização de cariz religioso, católica, que se destina a jovens que desejam seguir o Evangelho de Jesus Cristo tendo como exemplo S. Francisco de Assis.
A Jufra nasceu da Ordem Franciscana Secular em 1950 porque era necessário criar um espaço jovem dentro da família franciscana. A Jufra só existe se ligada à OFS; na verdade a Jufra faz parte da OFS, e conta ainda com a colaboração das outras ordens franciscanas.
 Assim como na OFS, os integrantes da Jufra, os jufristas, não precisam viver em mosteiros, conventos ou claustros. Devem, por vocação e escolha, viver normalmente entre as outras pessoas( ou no Século, como se diz) e podendo casar e ter filhos. Porém, o jufrista deve procurar viver em obediência ao Evangelho, como o fez São Francisco.
Ser jufrista significa ser exemplo de vida para o mundo, ser filho e servo de Deus, ser cristão com todas as forças. A Jufra é uma escola de espiritualidade para os jovens e para o mundo; ela prepara seus integrantes para a vida fora da Igreja, segundo a palavra de Jesus Cristo e o exemplo de Francisco de Assis.
Como em toda a família franciscana, o jufrista recebe o nome de irmão e cumprimenta aos outros membros da família com a saudação "PAZ E BEM". A comunidade Jufra recebe o nome de fraternidade e para ser jufrista é necessário que o candidato frequente uma fraternidade por, pelo menos, dois anos; com uma assiduidade mínima decidida pela fraternidade. Cumprida esta exigência, ele participa de um encontro que termina com o ritual de entrada na família franciscana; para ser membro perpétuo da família, ele deve passar por mais dois encontros de formação, no mínimo; cada encontro tem um tema específico e exige um crescimento interior maior que o anterior para ser vivenciado.
A Jufra divide-se em três etapas, divididas de acordo com a idade; a primeira é chamada de micro-Jufra e abriga irmãos entre os 9 e os 12 anos; a segunda (ou mini-Jufra) recebe os jovens entre os 12 e os 15 anos; a Jufra propriamente dita acolhe jovens dos 15 até aos 30 anos. Cada etapa tem seu processo de formação específico e sempre complementar. Ao final da formação da Jufra o irmão professa seus votos de Pobreza, Castidade e Obediência na OFS.
Todos os cargos dentro da fraternidade são ocupados mediante eleição por voto secreto onde é proibido unanimidade sob pena de anulação do pleito. Os cargos mais comuns nos conselhos das fraternidades são os correspondentes à formação, à procura de jovens, à liturgia e oração, às atividades sociais da fraternidade, às finanças e aos trabalhos administrativos.
O jufrista deve ter presença activa na sua comunidade e, pelo seu exemplo, dar testemunho de Fé. Deve ainda praticar a caridade e a humildade, realizando trabalhos de assistência material, espiritual e fraterna aos mais necessitados.